23 novembro 2009

Dengue, a febre "quebra-ossos"

A dengue é provocada pela picada de um mosquito Aedes aegytpi infectado com um dos 4 tipos de vírus da doença; não é transmissível de uma pessoa para outra, mas apenas pelo mosquito-fêmea infectado por ter sugado o vírus no sangue de uma pessoa doente.

Assista a um video da Wellcome Trust, no qual se explica o modo de infecção dos humanos pelo mosquito, aqui (em português) e em inglês aqui.

O mesmo acontece com a transmissão da malária pelo mosquito-fêmea Anopheles.

O Aedes aegytpi foi identificado como vector da doença em 1906, embora não seja o único mosquito capaz de a transmitir. Tanto pica ao ar livre como dentro de casa, e alimentam-se (picam para sugam sangue) ao amanhecer e ao anoitecer; reproduzem-se em velhos pneus de automóveis ou vasos de flores.
Os sintomas variam entre a febre média e a febre alta incapacitante, rash (erupção cutânea de aspecto avermelhado).e dores tão agudas por todo o corpo (ex.: cabeça, olhos, músculos) que a doença é conhecida há muito tempo como febre “quebra-ossos”.

Trata-se de uma doença grave, tipo gripal, que afecta crianças e adultos e para a qual não há qualquer tratamento antiviral específico.
Não são recomendados medicamentos anti-inflamatórios (ex.: Ibuprofen) ou ácido acetilsalicílico (ex.: aspirina). Paracetamol pode ser usado com precaução. É fundamental manter a hidratação.

A febre é predominante nas áreas tropicais e sub-tropicais do globo e os sintomas aparecem 3 a 14 dias (em média 4 a 7 dias) após a picada.

A febre hemorrágica da dengue ou DHF - febre, dores abdominais, vómitos e hemorragia - tem consequências potencialmente letais, afectando em particular as crianças, mas com um diagnóstico clínico precoce, médicos e enfermeiros experientes conseguem frequentemente salvar doentes. O risco de epidemias da dengue hemorrágica aumenta com a introdução de novos virus em populações sensíveis.

A dengue foi a última grande doença transmitida por mosquitos a ser identificada – após uma epidemia nas Caraíbas em fins da década de 1820 -, chegando a ser confundida com a febre amarela ou outras doenças.
O movimento do tráfico aéreo facilita o transporte rápido do vírus entre várias zonas do mundo.

Áreas de risco para transmissão de dengue, 2006
Fonte: http://www.who.int/csr/disease/dengue/impact/en/index.html

Fontes/Bibliografia

- http://www.who.int/topics/dengue/en/

- http://www.who.int/tdrold/diseases/dengue/dengue_port.htm

- SPIELMAN, Andrew e D’ANTONIO, Michael – O Mosquito, Lisboa: Editora Replicação, 2004

20 outubro 2009

Arquipélago de Cabo Verde, historiografia-bibliografia

Maria Manuel Ferraz Torrão e Maria João Soares apresentam uma síntese da historiografia acerca do arquipélago de Cabo Verde, em 2 artigos disponíveis no website do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT-Portugal): Histórias Conjuntas- Parte I e Histórias Conjuntas -Parte II.






De Senna Barcellos e António Brásio à História Geral de Cabo Verde, passando pela extensa obra de cariz interdisciplinar de António Carreira e pela revista Magma, a bibliografia é revisitada e disponibilizada ao público interessado em dedicar-se a trabalhos diversos acerca do tema.
Maria Manuel Torrão apresenta também o historial do processo produtivo da História Geral de Cabo Verde em HGCV-Um projecto de cooperação e de utilidade prática.
Estes e outros artigos estão publicados no Blogue História Lusófona.

Cultura crioula, judeus e cristãos-novos


Os Cristãos-Novos e a Crioulização em Cabo Verde e nos Rios da Guiné, Séculos XVI-XVII é um artigo de Tobias Green, do Centre of West African Studies da Universidade de Birmingham, disponível em Saber Tropical knowledge. Aborda-se o papel dos cristãos-novos – convertidos de judeus e seus descendentes – no desenvolvimento de sociedades crioulas de Cabo Verde e da Guiné nesse período e o leitor é remetido ainda para outros estudos acerca da temática.
Outro artigo - Em torno da presença de judeus e conversos na África Ocidental, de
José Alberto Rodrigues da Silva Tavim - critica um texto publicado no mesmo website e apresenta também bibliografia acerca da temática.

Fontes para a História da expansão portuguesa

O Arquivo Histórico Ultramarino (Lisboa, Portugal) possui o maior acervo do património histórico e documental sobre a expansão e colonização portuguesas.
Nessa instituição podemos encontrar toda a legislação adoptada nas antigas colónias, a criação de instituições como o Ministério do Ultramar, o Conselho Ultramarino e a Secretaria de Estado da Marinha e do Ultramar, bem como dados geográficos, biológicos, ecológicos e político-culturais das ex-colónias.
Estes documentos revestem-se de importância extrema, pois são o testemunho da presença de Portugal no mundo e deram um importante contributo histórico para o conhecimento dessas regiões.
A preservação e restauro dos documentos é uma das mais valias do Arquivo Histórico Ultramarino. Além dos especialistas em restauro, esta instituição disponibiliza, aos investigadores, os documentos em formato electrónico para que os possam tratar digitalmente.
Um video acerca do Arquivo e seu acervo por ser visto aqui.

Contactos
Morada: Calçada da Boa-Hora, 30
1300 – 095 LISBOA
Portugal

Tel: +351 213616 330
Fax: +35121 362 1956
E-mail: ahu@iict.pt

Fonte: http://www.tvciencia.pt/

Bloco «Falar de África»

29 OUTUBRO
Conferência – Escravidão e Mobilidade Social: trajetórias de egressos do cativeiro (Porto Feliz, São Paulo, Século XIX)

Conferencista: Rodrigo Guedes Ferreira (Univ Federal Rural do Rio de Janeiro)
Comentador: Gerhard Seibert (ISCTE)

Sala do Brasil (AHU)17h30 - Cç. da Boa-Hora, nº 30 Lisboa


5 NOVEMBRO
Conferência – José de Souza Valdês nas Minas Gerais: relações clientelares e o exercício do poder “em nome de Vossa Majestade”

Conferencista: Claudia C. Azeredo Atallah (Faculdade Machado de Assis)
Comentador: Rodrigo Guedes Ferreira (Univ Federal Rural do Rio de Janeiro)
Sala do Brasil (AHU)17h30 - Cç. da Boa-Hora, nº 30 Lisboa

12 NOVEMBRO
Conferência – “Despejando a matéria do fogo”: os Açores, as erupções e a história natural
Conferencista: José Damião Rodrigues (Universidade dos Açores e Centro de História de Além-Mar)
Comentadora: Maria Manuel Ferraz Torrão (DCH, IICT)

Sala do Brasil (AHU) 17h30 - Cç. da Boa-Hora, nº 30 Lisboa

Contactos:
ahu@iict.pt - tel: +351 21 361 6330

Bloco «Falar de África» - dch@iict.pt - tel: +351 21 360 0580